sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

2011

A escassos dias de terminar o ano, aqui fica o meu balanço de 2011:

Em Janeiro, os cortes orçamentais na educação começam a ameaçar severamente o ensino privado e cooperativo. O meu emprego começa a estar em risco.

Em Fevereiro, assinei o contrato com a editora Atelier de Letras para a publicação do meu segundo livro. É também lançado o primeiro videoclip de Head Citizen.

Em Maio, os Head Citizen entraram nos Ultra Sound Studios para gravarem o primeiro EP.

Em Julho, foi rodado o segundo videoclip dos Head Citizen para o tema "Noir".
Este mês ainda, fui chamado ao gabinete de recursos humano de um dos sítios onde leccionei para me notificarem que no próximo ano lectivo muito provavelmente não renovariam o meu contrato de trabalho.

A 23 de Agosto, os meus pais celebraram as suas Bodas de Prata dos e a minha irmã, Ana Pedro, foi baptizada.
A 31 de Agosto cessaram os meus dois contratos de trabalho, com nulas esperanças de serem renovados.

O dia 1 de Setembro foi o meu primeiro dia de desemprego e confesso que naqueles primeiros dias não estava muito consciente da minha situação, talvez por ser demasiado optimista. No 2 de Setembro, completei 23 anos.

Em meados de Outubro, conclui oficialmente a minha segunda licenciatura, Línguas e Literaturas Europeias. Neste mês ainda, soube que não fui admitido no mestrado em que pretendia ingressar (Foi o meu primeiro NÃO no âmbito dos estudos). Outubro foi também um mês de praia e bons mergulhos.

Em Novembro, continuei a contar os dias, um a um, em que não recebia uma resposta a alguma das minhas candidaturas de emprego. Em grande parte, culpo o Ministério de Educação pela não actualização das listas de licenciaturas que conferem habilitação própria.

Em Dezembro, continua a contagem e o optimismo vai escasseando e assim culminam quatro longos menos de enorme desalento.

Relativamente a 2012, não haverá muito para dizer, mas aqui ficam algumas novidades e planos:

Continuarei à procura de emprego.
Será publicada a minha segunda obra.
Os Head Citizen terão o trabalho de estúdio concluído e esperamos fazer o seu lançamento, assim como publicar também o aguardado videoclip do tema "Noir".
Voltarei a tentar o mestrado que pretendo seguir e, caso não seja admitido, começo a pensar em fazer as malas e procurar um país que me receba melhor, que dê valor à formação em que investi, à formação que eu paguei, e muitos outros portugueses pagaram, mas que não está a ser recompensada pelo seu esforço.

"Every direction leads me away" Home, Foo Fighters

No entanto, apesar de todo este clima de inquietação e desassossego, façamos pela vida, deixemos a nossa marca e lutemos!
Bem hajam! Bom 2012!
Um abraço amigo,

António Campos Soares

domingo, 2 de outubro de 2011

With a little help from my friends! Thank YOU! =)

O meu mês de Setembro foi um mês cheio, marcado vitórias, mas também por derrotas desalentos...
Fiz 23 anos e tive os meus amigos ao meu lado. Passei a dois exames, um deles extremamente difícil e consegui-o com esforço e com a ajuda da Raquel. Consequência disso foi ter-me licenciado pela segunda vez, em Línguas e Literatuas Europeias...
Em contrapartida, enfrentei o meu primeiro mês de desemprego (e o facto de ter as mãos atadas). Recebi o meu primeiro NÃO no âmbito dos estudos, não sendo admitido para o mestrado que realmente pretendia. E mais uma vez lamento profundamente o Tratado de Bolonha...
Não foi fácil, o tempo arrastava-se tão lentamente e as soluções não se revelaram...
Foi a pena um desabafo, pois, ontem, o dia fez-me esquecer todas essas amarguras! Não, não foi nenhuma oportunidade de emprego que surgiu. Ontem foi um dia especialemente brindado pela amizade!

"O lado afortunado da vida é ter a amizade como bonança!"

Passei um tarde fantástica na praia, com a Raquel, o Nando e a Diana! Fomos dar um mergulho! Quem diria, hein?
À noite, apareceu mais gente (o Nuno, o Pedro, a Dalila, a Ci, a Di, o Fizz, o Mário, a Bete) e fomos comer um boa francesinha! Tomámos um café, em Vila de Conde! Riu-se, falou-se, lamentou-se e tocou-se em soluções!
A noite parecia ter acabado quando íamos para casa, no entanto, decidimos parar numa bomba de gasolina, comprar duas garrafas de vinho maduro e eu, a Raquel, a Diana, o Nando e o Nuno, fomos para a praia, mesmo junto ao mar. Tive medo, a príncipio mas deixei-me tranquilizar. Apoderou-se de nós uma atmosfera tranquila e rimos, cantamos, brincamos na areia, fugimos das ondas, enquanto a maré tentava subir e voltávamos a rir, como se o tempo ali não passasse e nos levasse para um universo paralelo!
Vim embora cheio de energia e com uma nova cara!
"Oh, I get by with a little help from my friends"
Obrigado por estes bons momentos!
Um abraço enorme,



António Campos Soares

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Hoje e Amanhã

Este é o último dia de Agosto...e amanhã, como será tudo?

Apesar de gostar de férias longas, habituei-me a encarar ainda com mais optimismo o primeiro dia de Setembro e ir trabalhar!

Espero para ver como será o meu despertar amanhã...
Abraço,

António Campos Soares

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Participação em concurso de Escrita

Olá,

Sei que já demasiado em cima da hora, no entanto, decidi participar no concurso Conte Connosco do Santander Totta, com o poema "Morte Desmedida, A Ironia".
Seria óptimo contar com o vosso apoio e crítica!

Para tal basta entrar neste link.

Depois, basta fazer login no canto superior direito "Login with Facebook" e votar na tecla vermelha (lembrem-se que o Gosto não é a mesma coisa que VOTAR.) Se quiserem, podem votar, um vez por dia! ;)

Bem hajam! Grande Abraço

António Campos Soares

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Luz na Sombra - Light in the Shadow

Luz na Sombra | Light in the Shadow from João Gonçalves on Vimeo.


Olá a todos,

Um amigo, João Gonçalves, está a participar num concurso de curtas-metragens que consiste em duas fases. A primeira depende única e exclusivamente de votos. Basicamente, precisa de angariar o máximo de votos possíveis até ao dia 31 de Julho, para poder ficar no TOP 20. Se conseguir, começa a segunda fase. Nesta, os votos continuam a contar, mas apenas 50%. Os outros 50% vão para a avaliação do júri.

Significaria muito para ele entrar no TOP 20 e ter uma oportunidade de ver o seu trabalho ser avaliado por alguém com conhecimento na área, e é aqui que vocês o podem ajudar!

Basicamente, só precisam de:

1 – Seguir este link.

2 – Carregar em "Login with Facebook" no canto superior direito.

3 – Clicar no botão vermelho com letras brancas que diz "VOTAR" (o “gosto” do Facebook não é contabilizado como voto!).

4 – Fazer “refresh” à página e ver se o voto foi contabilizado ;)

Se puderem partilhar o link ou convidar amigos para este evento, seria muito útil para o João!

"Tenham em mente que não quero que votem em mim só para me ajudarem a alcançar um objectivo. Adoraria que vissem a curta e que a apreciassem. Se o quiserem fazer, segue aqui um link para o vídeo em versão HD: http://vimeo.com/26680610 . Qualquer comentário é bem-vindo!" (João Gonçalves)

Podem também seguir este trabalho no Facebook!

Bem hajam!

PS - Um muito obrigado ao João pela oportunidade que me deu de participar no seu trabalho! Grande abraço

terça-feira, 12 de julho de 2011

ArtLeak - Special Acoustic Show

(Em Ronfe, junto à Farmácia [N206])

Contamos contigo para um concerto diferente, num formato totalmente acústico!
Abraço e siga o Rock,

António Campos Soares

sábado, 25 de junho de 2011

sexta-feira, 10 de junho de 2011

A história de Inocência

Inocência era viúva há já muitos anos.
Um mal ruim na garganta havia levado para muito longe o seu marido, o seu querido Adolfo. Juntos tiveram 3 filhos. Joaquim e Manuel pereceram em território africano, numa guerra cujo sentido quase lhes era desconhecido. Era confuso, muito confuso, como escreveram na primeira e única carta que enviaram, juntos, poucos dias depois de chegados ao seu destino, no meio de uma selva que lhes dava medo.
O filho mais novo, Nelinho, havia estudado e era médico. Vivia na cidade sozinho, longe, para onde Inocência sempre recusara ir. Assim se acostumou aos espaços urbanos, desde que havia saído de casa para estudar. A doença que vitimara o seu pai, despertara nele o interesse de o curar.
Ainda que só vivessem mais quatro idosos na sua aldeia, Inocência queria acabar os seus dias no seu quatro, onde as memórias eram demasiado fortes e vivas, de onde podia olhar pela janela para contemplar o repouso do seu Adolfo. Era assim que ocupava parte do seu tempo, envolta por fotografias a preto e branco que ocupavam a cómoda do seu pequeno quarto: uma fotografia do seu casamento, no centro da cómoda, dos lados havia fotos dos filhos, ainda crianças, fardados, ou do Nelinho após a sua formatura. Na mesinha de cabeceira jaziam estampas de todos os santinhos a quem prestava devoção, havia uma de São Sebastião que lhe oferecera Joaquim antes de embarcar, outra de Nossa Senhora das Dores, um São Brás, entre outros…
Nelinho vinha todos os anos à aldeia comemorar o aniversário da mãe e todos os anos, Inocência perguntava ao filho se lhe daria netos antes de ela morrer e ele mudava de assunto, pois, Nelinho guardava um segredo que Inocência não compreenderia.
Quando Inocência completou 75 anos, Nelinho ofereceu-lhe uma televisão. Ensinou-a como devia ser utilizada e partiu no dia seguinte. Inocência não mais abdicou daquele preciso presente e os restantes aldeões passaram a partilhar com ela longos serões.
Inocência ganhou um enorme carinho pelas novelas que ocupavam as suas tardes e noites. Por vezes, mesmo com dificuldades de leitura, via aqueles filmes estrangeiros. Que fascínio, que presente tão maravilhoso. Sabia o nome de todos os actores e actrizes das várias novelas que acompanhava, sabia em quantos novelas haviam aparecido…
No ano seguinte, quando jantava com Nelinho, já não lhe perguntou o habitual, essa deixara de ser uma das suas preocupações… apenas quis saber o porquê de o seu marido e os seus filhos perdidos não terem sido também actores de novelas, que numa novela morrem e na outra estão vivos e jovens, ou que numa estavam doentes e na outra de perfeita saúde…
Nelinho chorou toda a noite e no outro dia partiu de novo para a cidade, sem ter abalado a inocência da sua débil mãe.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Joane > Joanne (analogia analfabeta)

Fui ao Continente comprar um pack de minis para uma festa e, como estava a decorrer a campanha do Banco Alimentar Contra a Fome, aceitei um saco para comprar algo e dar o meu contributo.
No momento de pagar, pedi um factura relativamente aos alimentos, pelo facto de a compra, naquele caso, e sem incluir a cerveja, ser considerada uma doação e, eis, que a rapariga da caixa registadora me pergunta:

- Joane, escreve-se com 1 ou 2 "enes"?

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Videoclip do tema Noir dos ArtLeak

Pessoal, =)
Estámos à procura de figurantes para o novo videoclip dos ArtLeak do tema Noir.
Se estiveres interessad@ e quiseres ter mais info inscrever-te para o seguinte email:

dalila.sofia.fernandes@gmail.com

Bem hajam! Contamos com tod@s! =)
Siga o Rock =)

terça-feira, 17 de maio de 2011

Feliz Aniversário!

Hoje comemoro o teu 74º aniversário!
Logo estarei contigo a beber Coca-Cola com 7UP, como sempre o fizemos!
Se não estivesse a chover certamente iríamos à pesca e levaríamos salada de fruta com biscoitos de champanhe!
Parabéns! Viva, Avô!
Um abraço enorme do teu neto,

António Campos Soares

domingo, 10 de abril de 2011

Ainda podemos travar o acordo ortográfico...

"Para quem acha que o Acordo que agora se propõe é bom, ficam aqui
algumas razões:

1. Este é apenas o 1º de outros acordos que se seguirão, diz-se até
que este foi insignificante, se este prosseguir, os outros serão
imparáveis. O que virá nos próximos? Se lá se fala "tu quer" (Gaúchos)
ou "você quer" acho que iremos um dia falar igual.

2. O "C" de Directo serve para algo. Para os Brasileiros é mudo porque
eles acentuam todas as sílabas como os Espanhóis. Nós não, precisamos
de ter o "C" para nos dizer que "directo" é lido como "diréto", senão
seria como coreto ("corêto"), cloreto ("clorêto"), luneta ("lunêta"),
não dizemos "lunéta" nem "cloréto" nem "coréto" não é? Vamos ler
"direto" como? "dirêto"? Enfim, o "C" serve para algo cá, no Brasil
não, mas cá serve.

3. Vai ser bonito falarmos Egipto com o P e lermos Egito sem o P. E
como as crianças aprendem o que é Egipto na escola e não em casa (não
andamos a falar no Egipto a crianças de 3 ou 4 anos), irão aprender a
falá-lo como "Egito" sem "P", mesmo que os pais falem com "P".

4. Vamos ensinar um Inglês como? Dizer-lhe «olhe, você aqui lê EGITO
mas NESTE CASO específico, fale "EGIPTO" finja que existe lá um "P"
imaginário, finja que é como o "EGYPT" do seu país, mas escreva só
"EGITO" não tente perceber, o Português é assim! E olhe há egípcios,
egiptólogos, tudo tem P mas no Egipto é EGITO, sem "C"!» - É isto que
vamos dizer ao ensinar Português?

5. E que mal tem "pêlo" ter o acento? É mais bonito escrever: "agarrar
o cão pelo pelo"?...

6. Não há qualquer desvantagem em em existir Português-PT e
Português-BR, como há Inglês diferente em UK e USA (doughnut e donut),
como com o Espanhol onde "coche" na Espanha será "carro" na América do
Sul, etc. Cá só há desvantagens e custos com o Acordo. Seremos o único
ex-colonizador a escrever e falar como a colónia (por algum motivo
obscuro). Não nos entendemos assim? Só pouparíamos dinheiro e
neurónios.

7. Peçam a um Brasileiro para dizer "Peniche" e verão a palavra que
sai de lá. Isto porque o Português-PT tem muito mais riqueza fonética
e até linguística que o Português-BR. Aprendemos facilmente o
Português-BR e eles não aprendem tão facilmente o Português-PT porque
lhes falta essa prática no range maior de sons que a nossa língua
contém, havendo até quem diga que somos os melhores a aprender línguas
e sotaques devido à riqueza da nossa língua. Vamos aproximar-nos do
Português-BR porquê?

8. Corretora Oanda, movimenta triliões por ano, é a maior corretora
cambial do mundo, traduziu os seus manuais para Português-PT. Isso
mesmo, nada de Acordo, nada de Português-BR. Português-PT. Porque
vamos nós andar a alterar o Português e mostrar-lhes que afinal
fizeram a escolha errada? Entre muitas outras empresas.

9. Querem que os livros escolares de 2012/13 sejam já com o novo
acordo. As crianças serão ensinadas neste primeiro passo a lerem e
escreverem de forma diferente. Não é assim opcional a mudança como nos
querem fazer querer. A mudança é obrigatória, é imposta nas escolas,
já está nos media, etc. Não podemos escolher continuar como estamos
porque daqui a uns anos será mesmo errado. Os Brasileiros cortam "C" e
"P" e podem ler da mesma forma, nós não!Esqueçam a dupla grafia...

10. O que é que o povo mandou? Inquéritos em que umas 65% das pessoas
rejeitaram o acordo, umas 30% não saberem o que é e o resto diz que
sim? E que salvo erro umas 28 em 30 universidades e editoras
consultadas disseram que não? Além de muitos linguístas? Porque é que
é aprovado o acordo contra a vontade do próprio povo? Mesmo uma
petição com 120.000 assinaturas foi apresentada a 50 deputados dos
quais 49 faltaram e uma apareceu e ignorou. Para ir mesmo à
Assembleia, só com uma ILC!

11. Os Portugueses devem estar mesmo no fundo. A falar do glorioso
povo do passado e ninguém quer saber da língua. Os Espanhóis nunca
aceitariam um acordo destes para os obrigar a falar como os
Argentinos! Os Bascos, são apenas uns 100.000 ou 200.000 a falar
Basco, nunca desistiram até ao fim e agora têm até a língua Basca como
oficial no seu pequeno "país". Só o Português é que deixa andar e
desleixa a língua e deixa que outros façam o que querem dela...

12. Estamos nós a defender letras como "C" em Directo que realmente
não são inúteis, têm a sua função, e lá fora há línguas que mantêm
letras desnecessárias, como "Dupond" ou "Dupont" em Francês que nunca
apagaram nem apagarão o T só porque não é lido!! Vamos apagar porquê?
Somos burrinhos e é difícil para nós percebermos para que servem?

13. Há mais falantes nativos de Inglês mais Espanhol juntos (Espanhol
mais ainda que Inglês), que passam de um bilião de nativos, e mais de
2 biliões de falantes não nativos das mesmas, do que os 200 milhões de
Brasileiros.Estarmos a afastar a língua de 2 biliões de pessoas para
ficarmos mais próximos do Brasil é disparate. Mais uma vez, para
facilitar a vida aos Brasileiros, vamos dificultar a vida a quem quer
aprender Português lá fora e tornar a língua inconcisa como visto
acima. Vejam: "Actor" aqui, "Actor" no Latim, "Acteur" no Francês,
"Actor" no Espanhol, "Actor" no Inglês, "Akteur" no Alemão, tudo com o
"C" ou "K", e depois vêm os Brasileiros com o seu novo: "Ator" (devem
ser Influências dos milhões de Italianos que foram para o Brasil e
falam "attore"). Algumas outras: Factor, Reactor, Sector, Protector, Selecção, Exacto, Baptismo, Excepção, Óptimo,
Excepto, etc., "P", "C", etc. Estamos a fugir das origens, do mundo,
para ir atrás dos Brasileiros. Quanto amor não?

14. Alguém quis saber do resto das colónias que não falam da mesma
forma que os Brasileiros? Só o Brasil é que interessou ao Acordo (já
que Portugal foi o que cedeu).

15. O Galego-Português da Galiza, o da variante da AGLP, é mais
parecido com o Português de Portugal neste momento que o próprio
Português-BR. Os Brasileiros têm alterado a língua sem se preocupar
com o resto do mundo, porque é que temos de ser nós a pagar pelos seus
erros e prepotência?

16. ODEIO instalar um software e ver que vem tudo em Português do
Acordo, e fóruns também, em que uma votação é uma "ENQUETE" (sei lá
como foram inventar isto), em que um utilizador é um usuário, em que
"apagar" é "DELETAR" (do "Delete" Inglês, por incrível que pareça nos
seus dicionários), ou Printar, ou etc. Por vezes sou obrigado a
utilizar softwares em Inglês para aguentar... Como haverá agora
Português-PT e -BR ao gosto de cada um, se só existirá um "Português"?
Eu quero sites e softwares que eu entenda e na minha língua e isso SÓ
É POSSÍVEL mantendo o -PT e o -BR separados! Senão será tudo misturado
para sempre! E depois lá vamos nós
"enquetar" (votar) e coisas assim...

17. A prova do ponto 16, é que o próprio Google Translator já só tem o
"Português" e tudo o que escreverem ficará no Português-BR, e até
"facto" que ainda não mudará já aparece lá como "fato", é bom que nos
habituemos pois será o que virá nos próximos acordos, bem como "oje",
"abitação", etc.

18. No Brasil mesmo não sofrendo as alterações que temos, há milhões
contra o acordo também por coisas tão insignificantes como o acabarem
com o "trema"!!! Vejam na net!! E nós com alterações tão brutais,
ainda estamos contentes e sem fazer nada!!!

19. Existirão sempre pseudo-intelectuais em todas as línguas que irão
dar a vida pelo acordo (sem querer ofender ninguém), achando que é o
ideal, e que salvará o país e que dará emprego ao país, e até que sem
isto a lígua Portuguesa morre e haverá um "Brasileiro". A variante
Português-BR nunca poderia ser uma língua independente como
"Brasileiro" só pelas alterações que fazem, não há esse perigo, teria
de ser radicalmente mudada (nunca acontecerá) de propósito para o
efeito. Não inventemos. A variante Português-BR nunca poderia ser
considerada outra língua. E não deixem que pseudo-intelectuais nos
tratem como burros só porque defendemos a língua.Tudo o que é chicos
espertos e pessoal com manias irá para a defesa do acordo (existirão
também pessoas decentes a defendê-lo é certo).

20. Nada impede que haja uma espécie de concordância mais simples em
que digam apenas que incluímos palavras deles e nossas num dicionário
universal mas SEM IMPOR regras a ninguém, e que no futuro cada um dos
países só alterará a SUA PRÓPRIA variante com acordo dos outros, sem
impingir aos outros essas mudanças, apenas para evitar que as mudanças
no Brasil possam ir ainda mais longe e arruinar ainda mais o
Português. Nada impede isso.

21. Com o Português unido, qual ficará a bandeira oficial? Já vejo por
todo o lado a bandeira do Brasil no Português, mas se tivesse Brasil
para Português-BR e a Portuguesa para Português-PT, ainda era
aceitável, apesar de sabermos que só há uma bandeira oficial que é a
Portuguesa, mas é difícil impedir o patriotismo Brasileiro, mas com
tudo unido, haverá a tendência das empresas para adoptarem a bandeira
do país que tem mais população, o Brasil, mais valia termos variantes.

22. Cada vez que me lembro que lá já escrevem quase todos "mais" em
vez de mas" porque falam no fundo "mais" com o sotaque e eles têm a
tendência de passar para a escrita a forma como falam, no futuro não
será de admirar que nós sejamos em futuros acordos obrigados a
escrever também: "eu fui lá MAIS não vi ninguém"...

23. EXISTEM FORMAS DE TRAVAR ESTE ACORDO! Petições ou clicarmos num
LIKE no Facebook não faz nada. Há uma ILC em movimento que será
entregue em breve, prazo final para impedir esta desgraça. É chato
porque temos de imprimir um miserável papel e enviá-lo, porque é
entregue na Assembleia, mas quem é que diz ser contra e fica sem agir?
Se 20 pessoas assinarem, fica a 2 cêntimos cada o envio dessas
assinaturas para o correio. É só colocar num marco de correio! Houve
uma ILC antes, e entrou na Assembleia, e anulou uma lei de
Arquitectura. As ILC's podem ter esse poder. É uma forma do POVO
LEGISLAR. Do povo criar leis, e acabar com leis. O governo fez isto
sem apoio de ninguém e nós podemos tentar fazer algo para corrigir.

24. Há mil outras razões para dizer não ao acordo, mas... para quê?
Estas não chegam?

25. Para terminar fica uma frase de Edmund Burke: "Tudo o que é
necessário fazer para que o mal triunfe, é que os homens bons nada
façam." Neste caso, tudo o que é necessário fazer para que o Acordo
triunfe, é que NÓS continuemos à sombra da bananeira, e deixar o tempo
passar. Porque o Acordo foi aprovado e se ninguém lutar contra ele,
ele já cá anda.

Se estas razões forem sufientes para vocês, ou se pura e simplesmente
querem um Acordo mais bem feito, então vamos agir. Basta uma
assinatura e as instruções estão no site acima.

Nada é garantido à partida mas vamos-nos ficar sem dar luta?

Se não quiserem assinar, por favor enviem aos vossos contactos.

SOMOS PORTUGUESES E TEMOS DIREITO A MANTER A NOSSA LÍNGUA

Vítor Cardoso
http://www.aquarianus.blogspot.com"

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Ainda vivo...

É uma dor dura e cruel, sentir-me como uma estátua que vai acumulando musgo onde a chuva já corroeu. É assim que me sinto. As pessoas passam, olham, conhecem mas não tiram retratos, com em outros tempos, não revelam afecto. Provavelmente rodiei-me de circuntâncias que me levaram a esculpir-me em algum sítuo perigoso ou inacessível. Mas ainda vivo...

terça-feira, 29 de março de 2011

Poemas de Nós - Antologia Poética

Um agradável e nostálgiso ebook onde aparece o poema meu, Velha Amiga (p. 76), conforme a sua primeira publicação!
Desde já, bem hajam pela iniciativa!

Myebook - Poemas de Nós - Antologia Poética - click here to open my ebook

Abraço

segunda-feira, 28 de março de 2011

¿Qué es un fantasma?

"¿Qué es un fantasma?
¿Un evento terrible condenado a repetirse una y otra vez?
Un instante de dolor, quizá.
Algo muerto que parece por momentos vivo aún.
Un sentimiento suspendido en el tiempo
Como una fotografía borrosa,
Como un insecto atrapado en ámbar.
Un fantasma,
Eso soy yo.”


in El Espinazo del Diablo

segunda-feira, 21 de março de 2011

Bilhete de Ida (sem Volta)


O meu nome é Fidalgo Maldição e foi aqui que nasci e é daqui que um dia partirei. Toda a minha existência se resume a isto: um banco de madeira, neste velho apeadeiro, que já era velho quando aqui nasci.
Foi neste banco de madeira, em que estou sentado, que cresci, que aprendi a falar, que brinquei, que aprendi a ler e a escrever, a falar diferentes línguas, foi aqui que conheci infinitas pessoas, que ouvi histórias, de todos os lado um pouco, como uma pequena lição de cada vez.
O pequeno abrigo para os dias de chuva, dele já pouco resta, e a placa com o nome do apeadeiro, já nada diz; quando aprendi a ler, já o vento tinha levado essa palavra com que alguém havia baptizado este local.
Apesar de tudo e, cá para mim, este é um apeadeiro de luxo. Há um comboio para cada pessoa. Há dias em que passam poucos comboios, mas outros dias, nem os consigo contar e a fila de pessoas é tão grande que a perco de vista. São comboios de todo o tipo: uns muito lentos e metálicos, ainda a vapor, outros extremamente rápidos e coloridos.
Aos poucos, as pessoas que conheço vão também apanhando o seu comboio…algumas espreitam pela janela e acenam, sorriem; outros entram, com o rosto lavado em lágrimas e não lhes sigo mais o rasto, que desaparece com o comboio na linha do horizonte…sem um adeus!
Não me deixam viajar com elas, dizem sempre que não tenho idade para isso, que ainda não acabei o meu trabalho ou que tenho isto e aquilo para fazer…às vezes todos os motivos parecem desculpas vagas, mas prefiro não pensar que as pessoas se tenham cansado de mim.
Por que não me deixam ir também?
Todos apanham um comboio, não quero ficar sozinho.
Por que tardam em voltar?
Bem, talvez os bilhetes de volta estejam esgotados…

quinta-feira, 3 de março de 2011

O Sr. Eça diz...

"O Purser tinha uma fraqueza que o dominava - era o desejo de falar bem brasileiro. Tinha viajado no Brasil [...]. A todo o momento se aproximava de mim para me perguntar certas subtilezas da pronúncia brasileira."

in O Mistério da Estrada de Sintra, Eça de Queiróz



quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Memórias de Café XIII - As pombas voaram

Tudo começou quando, eu tinha 9 anos e o meu avô foi buscar, ao pombal de um tio, um casal de "borrachinhos", o macho era totalmente preto e a fêmea castanha.
Uns meses depois, a fêmea morreu e o meu avô voltou ao meu tio e trouxe outra fêmea, cor de mel.
Nasceu um borrachinho e a fêmea fugiu, no entanto, o macho conseguiu vingar o filho.
Continuamos a arranjar mais pombas, uma dadas, outras iam nascendo, outras iam aparecendo. Sempre quis ter uma pomba branca e castanha e um dia apareceu uma que por ali ficou.
Havia pombas brancas de leque, cinzentas, castanhas, pretas, pombos correio...Eu estava orgulhoso de todos aqueles animais e todos os dias ia ao pombal ver se havia algum casal novo com ovos ou se havia nascido mais algum.
Passava o tempo livre a juntar caruma para levar para lá e a fazer casulos para que as pombas pudessem fazer ninhos.
Depois do meu avô falecer, o resto da passarada foi desaparecendo...mas as pombas ficaram por ali!
Havia dobrado os cuidados com os bichinhos.
Fiquei orgulhoso no dia em que consegui que associassem o assobio à comida!
Entretanto, quando entrei para o seminário, passei a vir a casa somente uma vez a cada duas semanas.
As pombas foram parando de se reproduzir, outras foram desertando, as que ficaram passavam a dormir no telhado...
No espaço de um ano desapareceram todas...fiquei apenas com as fotos e com os bons momentos que passei! Eis a efemeridade das coisas, não das memórias...
Avô, as pombas voaram, quiseram partir, mas triste é quando as circunstâncias não nos deixam restar e somos obrigados a partir...


António Campos Soares

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Memórias de Café XII - Pesca e artimanhas

Era a festa do décimo aniversário de uma prima, em Outubro de 1998. Estavámos em casa dela, estava quase toda a minha turma do 5º ano. Teríamos todos as mesma idade.
A festa estava ser divertida, mas eu sabia que ali perto havia um ribeiro, onde costumava pescar com o meu avô e lembrei-me de sugerir:
- Vamos à pesca?
- P'ra onde?
- Há um ribeiro naquele campo de milho e não precisamos de canas - disse eu triunfante por captar a atenção de toda a gente.
Enumerei uma lista de objectos a reunir e lá fomos a cochichar pelo caminho, receosos e desconfiados, pois, eu tinha dito, como sempre me dizia o meu avô, que era proibido pescar ali, por causa da venatória.
Ao chegar ao ribeiro, escolhi o melhor sítio, onde se conseguia ver os peixes.
Pedi para me darem um frasco de vidro e o cordel, que eu atei, com um laço, à volta da boca do frasco. Coloquei um bocado de miolo de broa lá dentro e lancei o frasco ao ribeiro, que não devia ter mais de 30cm de profundidade.
Todos me rodeavam e tentavam ver o que passava. Ninguém falava, pois, alguém soltaria um "shhhiu" sibilante. Ninguém queria espantar os peixes.
Foi então que uma "panxorca" entrou no frasco, esperei que chegasse ao pão, que estava bem no fundo e, então, astutamente, puxei o cordel e, para espanto de todos, vinha um peixe lá dentro.
Todos quiseram ver o peixe!
Fomos para casa da minha prima. Pelo caminho, espreitávamos o peixe para ver se estava bem e, sempre que passava um carro, escondíamos o frasco, com receio.
Chegados a casa dela, pusemos o peixe num aquário que ela tinha e a festa continuou, com os parabéns e muito bolo.
Quem não gostou muito da brincadeira foi o meu avô que, uns dias mais tarde, em conversa com os pais da minha prima, veio a saber da façanha, no entanto, não disse nada aos meus pais, que ainda hoje acho que não o sabem, e, apesar do raspanete, sei que ele achou piada à artimanha.
Uns meses depois, a minha prima deu-me o peixinho e ainda durou uns longos anos no meu aquário, aquele que hoje já não existe...
Alguém dos presentes nesse dia ainda se lembra deste episódio?
Bons tempos!

domingo, 16 de janeiro de 2011

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Stay Alive (13.01.2011)

Stay alive
Untill the flowers bloom
Stay alive
When the day is longer than the night
When the night is a tender dark veil with diamonds
For naked souls
Stay alive
Waiting for the wind
To tell you stories from faraway lands
Stay alive
When the night is your eternal confident
And lie down on a white bedstead
There's no fear of crying
Stay alive
Until you'll reborn
Have you asked for eternity?

António Campos Soares

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Lasca do dia I

Braga, McDonald's (junto à UM), 07.01.2011

Mário Jorge observa com deleite o CBO que pediu.
- Não comes, meu? - perguntou a Joana.
- Gosto de apreciar bem antes de comer! - reponde o Mário Jorge, com os olhos focados no seu CBO.
- Quase aposto que vieste cá ontem também! - disse eu, com o meu tom de gozo habitual.
- Ó, foi só para vir buscar um cheese! Eu 'tava mesmo cheio de fome, tinha que apanhar o autocarro e tinha um longo caminho pela frente... - defendeu-se o Mário, depois de trincar o CBO.
- Fogo, Mário, pareces um drogado, sempre a inventar desculpas! - retaliou a Catarina de repente, garantindo, deste modo, para si mesma a atribuição do prémio da Lasca Do Dia!


"Fogo, [...], pareces um drogado, sempre a inventar desculpas!"