sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Lasca do dia I

Braga, McDonald's (junto à UM), 07.01.2011

Mário Jorge observa com deleite o CBO que pediu.
- Não comes, meu? - perguntou a Joana.
- Gosto de apreciar bem antes de comer! - reponde o Mário Jorge, com os olhos focados no seu CBO.
- Quase aposto que vieste cá ontem também! - disse eu, com o meu tom de gozo habitual.
- Ó, foi só para vir buscar um cheese! Eu 'tava mesmo cheio de fome, tinha que apanhar o autocarro e tinha um longo caminho pela frente... - defendeu-se o Mário, depois de trincar o CBO.
- Fogo, Mário, pareces um drogado, sempre a inventar desculpas! - retaliou a Catarina de repente, garantindo, deste modo, para si mesma a atribuição do prémio da Lasca Do Dia!


"Fogo, [...], pareces um drogado, sempre a inventar desculpas!"

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Cenas

Hoje fiz uma daquelas cenas que não me lembro ao certo de quando tinha sido a última vez que o fiz, quer dizer, foi talvez quando tinha os meus oito anos!
Nessa altura, eu comprava as chicletes Gorila em pacote (Quando podia ou quando juntava uns trocos para tal) e metia tudo de uma vez à boca, em primeiro lugar para ter um sabor super intenso e depois para conseguir fazer uma bola maior do que a minha cara!
Hoje, encontrei um pacote de chicletes lá por casa e, pois bem, meti as chicletes todas de uma vez à boca. Reidicúlo ou não, soube-me mesmo bem; mastigar rápido para sentir todo o sabor e depois, lá fui eu para a escola, no carro, a tentar fazer bolas gigantes, a mastigar até que me doessem os maxilares! =)


António Campos Soares

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Crescemos?

No dia em que todos acordarmos maiores estará próxima a nossa ruína…
Depois de tempos de fanatismos em busca de protagonismo, de corrupção e esquecimentos dos outros…
Passados séculos a instigar guerras na busca de glória e provações, sim, crescemos e seremos ainda maiores…
Recordaremos com angustiante nostalgia os tempos de liberdade, sofreremos ao recordar os tempos em que respirar não sufocava porque respirar era inerente à vida, não queimava as nossas entranhas…esse vindouro tempo não será tempo nem para descanso, nem a própria noite será o leito para recuperar as forças para o dia seguinte, nem para prazeres…
Viveremos na decadência, seremos seres ainda mais efémeros, mais débeis, mais frios, irracionais e seremos maiores, ainda assim…
Seremos tão grandes que nos curvaremos, até voltarmos às origens e talvez percamos a faculdade de articular sons e falar…e seremos maiores…
Até o dia em que alguém se aperceba que afinal substituímos Atlas e, na verdade, não estamos maiores, mas carregamos o peso daquilo que adulterámos!