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domingo, 6 de janeiro de 2013

Músicas para Escrever XLI, The Echelon Effect - Sleep Patterns


São sons de fundo: conversas, sussurros, passos, folhas de papel, músicas, vento, chuva, mar...
Em determinados momentos, para alguém avançar, alguém tem que ceder. Outras vezes, alguém tem que ceder para alguém avançar. Em algum dos casos, jogando correctamente  ninguém perderia porque, sempre que há mais do que uma pessoa no mesmo lugar, não é só um que aprende.
E se cedermos os dois? E se aprendermos os dois, um do outros, juntando os nossos sons, as nossas vivências, os nossos saberes, as nossa memórias?
Uma cedência não tem que ser uma imposição de uma das partes. De imposições estamos todos nós cansados e, talvez por isso, aprendemos a não ceder, vendo na cedência um sinal de fraqueza. Seguimos caminho diferentes mas, em determinado ponto, esses caminhos podem cruzar-se e, aí, não temos que virar costas um ao outro e voltar a seguir esses caminhos distintos. Podemos aproveitar esse vértice para comunicar, para receber e dar recomendações, para pedir ou dar ajuda. Por vezes, há até caminhos diferentes que se percorrem lado a lado e esse pequeno espaço que os separa não precisa de ser um muros de impedimentos para caminhar com palas.
Se me permitires, eu cedo e saltarei essa pequena distância que nos separa para fazer parte do caminho contigo e tu poderás fazer o mesmo, que te receberei de bom grado. Se a distância for maior, estou aqui para me certificar que não cais num abismo qualquer que possa existir nesse pequeno espaçamento que aparta os nossos caminhos  Há momentos em podemos e devemos transgredir para quebrar a monotonia que nos envolve. Agora, qual de nós salta?




segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Músicas para Escrever XX, The Echelon Effect - Distant Desire


Há uma espera que faz desesperar porque esperando não é uma maneira eficaz de alcançar. De tudo o que se quer, quase nada seria atingido se continuasse sentado no limiar deste cais, que saúda o mar, esperando. A única coisa que me esperaria seria um fim de arrependimentos, uma sentença violenta no momento em que se quer encontrar paz, fazendo contas ao que fizemos e ao que inutilmente deixámos de fazer, aconchegado por ilusões de que tudo aconteceria.
Fartei-me de esperar, cansei-me das promessas a longo termo que, como qualquer metal, ainda que precioso, acabam também elas deterioradas, perdendo parte da sua essência, da beleza que algum dia lhes foi atribuída através de um gesto, um olhar, um sorriso, um abraço, uma palavra... Por isso, hoje decidi partir para longe da terra deste limitador esperar.
Busco esse "El Dorado" onde criando, fazendo, sofrendo tudo se alcança. No entanto, faço de uma maneira diferente porque não vou esperando encontrá-lo para recomeçar mas, à medida que o procurao, vou vivendo, partilhando, aprendendo e cumprindo o que prometo porque quando o fim chegar as contas serão certas: não haverá arrependimentos.